A manhã avançou com uma normalidade ensaiada demais para ser real. A mansão seguia em funcionamento perfeito — funcionários discretos, segurança reforçada sem alarde, rotinas mantidas — mas Elena sentia, em cada detalhe, que nada ali era espontâneo. Tudo era cálculo. Tudo era observação.
Ela caminhava pelo corredor lateral com Liam pela mão, repetindo mentalmente as orientações de Anthony: passos tranquilos, olhar neutro, presença constante. Não se esconder. Não provocar. Apenas existir… como