A casa já não acordava em sobressalto.
Havia um tempo — não tão distante — em que o amanhecer vinha acompanhado de checagens, protocolos, silêncios armados. Agora, o dia se insinuava de maneira mais simples, quase tímida, como se testasse o terreno antes de se instalar por completo. A luz entrava pelas janelas altas sem pedir licença, desenhando linhas suaves no chão, e ninguém se apressava para contê-la.
Elena foi a primeira a perceber isso naquela manhã. Não como um pensamento articulado, mas