A manhã entrou pela casa sem pedir licença, mas também sem urgência. A luz atravessou as cortinas claras da sala principal e pousou nos móveis como se já soubesse onde ficar. Nada ali parecia provisório. Nada parecia em alerta.
Elena estava sentada à mesa da cozinha, com uma caneca entre as mãos, observando Liam desenhar com a concentração absoluta de quem acredita que o mundo cabe dentro de uma folha de papel.
— O que é isso? — ela perguntou, inclinando a cabeça.
Liam franziu a testa, sério.
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