A casa já estava mergulhada no silêncio quando Dante apareceu à minha porta. Não houve batida. Apenas o som discreto da maçaneta girando devagar, como se ele soubesse que eu já o esperava. A luz no corredor estava baixa, criando sombras suaves que deixavam tudo mais íntimo, mais secreto, mais perigoso.
— Ele dormiu — disse Dante, em voz baixa, quase um sussurro.
— Eu sei — respondi, sentindo o coração acelerar. — Ouvi você fechar a porta do quarto dele.
Ele assentiu, os olhos fixos em mim de um