Samuel
Eu estava numa reunião que, até aquele momento, parecia importante. Planilha aberta no telão, projeção de faturamento, discussão sobre ampliar a linha nova. Eu falava de margem, de fornecedor, de prazos.
O celular vibrou na mesa. Vi o nome da Anny na tela. Normalmente, eu deixaria tocar e ligaria de volta depois. Dessa vez, algo no meu peito disse: atende.
— Gente, um segundo. — falei, já pegando o aparelho. — Amor? — atendi.
A voz dela veio trêmula, alta demais.
— “Samuel… o Andryel…