ELISA
Volto no sábado à tarde, depois de uma semana tentando decifrar o silêncio das gêmeas e desviar do olhar cortante de Rafael. Trago o cheiro do detergente caro de lá e a exaustão de uma alma espremida entre dois mundos. A Sra. Lúcia me deu uma pequena bolsa com pijama e muda de roupa — esmolas do novo cativeiro.
A primeira coisa que vejo é a porta do meu quarto aberta. Não, não meu quarto. O quarto. Está vazio. Radicalmente vazio. A cômoda, o guarda-roupa, o tapete fino… tudo sumiu. Só res