Cerrei os olhos por um segundo e lhe dirigi um olhar frio, daqueles que eu reservava apenas aos meus parceiros de negócios na sala de reuniões. A recepcionista percebeu na hora. O sorriso treinado desapareceu e, num piscar de olhos, ela assumiu uma postura profissional, esticando a mão para me entregar um único cartão.
Peguei o cartão, mas algo dentro de mim já começava a se irritar.
— Obrigado, mas será que poderia me dar o cartão do outro quarto reservado, por favor? Também está em meu nome.
Pedi com educação, mantendo a voz firme, enquanto meu olhar escapava para o outro lado do saguão. Ema estava a alguns metros, mostrando para Olivia a pequena fonte de água que havia ali. Ela apontava os jatos brilhantes com uma paciência doce, como se minha filha fosse grande o suficiente para entender o quanto aquilo era interessante. Ainda assim, Olivia soltou uma risadinha baixa, como se aprovasse.
Aquela cena mexeu comigo mais do que deveria.
A recepcionista pigarreou e voltou sua atenç