Cerrei os olhos por um segundo e lhe dirigi um olhar frio, daqueles que eu reservava apenas aos meus parceiros de negócios na sala de reuniões. A recepcionista percebeu na hora. O sorriso treinado desapareceu e, num piscar de olhos, ela assumiu uma postura profissional, esticando a mão para me entregar um único cartão.
Peguei o cartão, mas algo dentro de mim já começava a se irritar.
— Obrigado, mas será que poderia me dar o cartão do outro quarto reservado, por favor? Também está em meu nome