Não posso mentir. Um frio intenso desceu pela minha barriga no instante em que Noah disse, com a voz firme e a postura impecável de sempre, que dormiríamos no mesmo quarto. Foi algo tão simples, tão direto, mas o efeito em mim foi imediato. Meu coração deu um salto ridículo, como se eu tivesse acabado de ouvir a melhor notícia do mundo.
E eu odiei isso.
Odeiei porque eu precisei me controlar para não suspirar. Precisei morder o lado de dentro da bochecha para não deixar a felicidade escapar no meu rosto. Eu não podia entregar nada. Nem um olhar mais demorando do que devia, nem um sorriso bobo, nem aquele brilho nos olhos que sempre aparecia quando eu conseguia o que eu queria.
Aquela atuação de moça recatada já estava me dando nos nervos, porque eu não era assim. Não de verdade. Eu sabia usar qualquer máscara quando precisava, mas a sensação de fingir o tempo todo começava a me sufocar. Mesmo assim, eu não podia dar na cara. Se eu errasse a mão, se eu fosse intensa demais, se eu de