Depois que o avião decolou e o pânico da Ema passou, o ambiente inteiro pareceu finalmente respirar. O som constante das turbinas continuava ali, firme, mas agora era apenas um ruído distante, quase reconfortante. A tensão que havia tomado conta do jatinho minutos antes se dissolveu aos poucos, e eu me vi observando cada detalhe como se estivesse em alerta… mesmo sem motivo aparente.
Ema passou a maior parte da viagem no pequeno quarto, descansando com Olivia. A porta ficou encostada e, vez ou outra, eu ia até lá só para ter certeza de que as duas estavam bem. Ela recusou quase todas as refeições. Só aceitou a última — e mesmo assim, apenas depois de eu insistir como se estivesse lidando com uma criança teimosa.
Não era falta de fome comum. Era algo… mais fundo. Um tipo de ansiedade que o corpo não sabe como nomear.
Ema tinha um corpo lindo. Isso era impossível negar. Mas também era impossível ignorar o quanto ela parecia se cobrar o tempo todo, como se tivesse medo de falhar em qu