— Será que podemos conversar em um local com mais privacidade? Perguntei em um tom baixo, quase cuidadoso demais, como se qualquer palavra mais firme pudesse fazê-la desaparecer outra vez.
Meu medo era real. Medo de que ela recuasse. Medo de que se afastasse. Medo de que aquela fosse apenas uma aparição passageira, um instante roubado antes de me perder novamente.
Ema me olhou por alguns segundos que pareceram longos demais. Então assentiu.
Segurei sua mão com cuidado, quase em reverência. Me