Observei o quarto em silêncio absoluto, como se qualquer som fosse capaz de apagar os últimos vestígios dela. Tudo estava exatamente como Ema havia deixado. A cadeira levemente fora do lugar. Os sapatos alinhados com cuidado excessivo. O frasco de perfume sobre a cômoda, quase vazio. Era como se ela tivesse saído por alguns minutos e fosse voltar a qualquer instante.
Eu não mudaria nada. Não agora. Talvez nunca.
Abaixei-me e peguei a camisola que escorregara do cabide e quase tocava o chão. O t