Ficar aqui com Ema estava sendo um desafio diário. Um desafio silencioso, cansativo e, acima de tudo, angustiante. Eu só ia ao consultório duas vezes por semana e, mesmo assim, odiava deixá-la sozinha. Nas primeiras semanas, o medo era quase físico. Eu temia que ela cometesse alguma loucura, que tomasse alguma decisão definitiva enquanto eu estivesse fora. Graças a Deus, isso não aconteceu.
Mas dizer que ela estava bem seria uma mentira confortável demais.
Se me permitem ser honesto, Ema estava