Glória parou o movimento de repente.
Segurou minha mão perto do rosto, virou de leve, observou com atenção e afastou, como se estivesse procurando qualquer fragmento de vidro perdido na pele. Foi um gesto estranho… mas eu conhecia Glória. Ela era prática. Direta. Meticulosa.
Dei de ombros, tentando fingir indiferença.
Mas eu não tinha nada de indiferente dentro de mim.
— Aham… sei. — Ela murmurou, sem paciência, e voltou a se concentrar no curativo. — Agora, antes que você tente me enrolar com outro papo… que história é essa de casamento, Noah? Tem alguma coisa acontecendo e eu quero que você me explique. Agora.
A exigência dela veio cortante.
Inevitável.
Glória apertou a gaze com firmeza e sussurrou quase para si mesma:
— Não acho que vai precisar de pontos… a ferida está superficial.
Eu respirei fundo e assenti, agradecendo com um movimento de cabeça enquanto ela guardava o restante do material.
Mas eu sabia: ela não estava ali só por causa do corte na minha mão.
Ela estava ali porq