Eu fiquei boquiaberto com a ousadia da Ema. Ela realmente ficava ainda mais saidinha quando bebia, como se o álcool arrancasse qualquer filtro e deixasse só a verdade dela ali, nua e perigosa. Por um segundo, pensei em chamá-la. Bastava eu atravessar a pista, dizer o nome dela, puxar uma conversa qualquer. Mas eu já sabia o que aconteceria depois.
Iriamos discutir de novo.
E eu nem tinha um motivo decente para estar ali atrás dela. Ou pelo menos era isso que eu insistia em repetir na minha ca