Eu fiquei boquiaberto com a ousadia da Ema. Ela realmente ficava ainda mais saidinha quando bebia, como se o álcool arrancasse qualquer filtro e deixasse só a verdade dela ali, nua e perigosa. Por um segundo, pensei em chamá-la. Bastava eu atravessar a pista, dizer o nome dela, puxar uma conversa qualquer. Mas eu já sabia o que aconteceria depois.
Iriamos discutir de novo.
E eu nem tinha um motivo decente para estar ali atrás dela. Ou pelo menos era isso que eu insistia em repetir na minha cabeça, como se mentira contada várias vezes virasse verdade.
Eu pedi uma dose de uísque ao barman e desci para o andar de baixo, tentando parecer casual, como se eu fosse apenas mais um homem curtindo a noite. Só que eu não era. Não quando o assunto era Ema.
Eu não conseguia conter aquele instinto de proteção que fervia dentro de mim sempre que ela estava perto. Eu não queria que ela vivesse presa na minha casa, como se a vida dela fosse somente a minha rotina e a da Olivia. Eu queria que ela s