Eu já estava começando a ficar impaciente enquanto aguardava Felipe. Joyce não parava de mandar mensagens, uma atrás da outra, dizendo o quanto a balada estava animada, cheia, vibrante, exatamente como ela gostava. Cada notificação fazia meu celular vibrar na palma da mão e, junto com isso, minha ansiedade aumentava. Eu olhava para a porta do prédio a cada poucos segundos, cruzava os braços, descruzava, respirava fundo e tentava manter a calma.
Ouvi finalmente o som do elevador chegando ao térreo e, segundos depois, Felipe surgiu com uma expressão levemente culpada no rosto, como quem sabia que havia demorado além do aceitável. Ele tentou disfarçar, passou a mão pelo cabelo e caminhou até o carro. Assim que destravou o alarme, eu me apressei em segui-lo, aliviada por finalmente irmos embora dali.
— Finalmente. Por que demorou tanto? Perguntei sorrindo, tentando parecer descontraída enquanto me acomodava no banco do carona.
— O patrão quis falar comigo, nada demais respondeu com um