Eu a peguei um pouco desengonçada no início, com medo de fazer algo errado, mas em poucos minutos parecia que havia segurado bebês a minha vida inteira. Era como se meu corpo tivesse aprendido sozinho. Segurar Olivia contra o meu peito foi, sem dúvida alguma, a melhor sensação que eu já tinha experimentado.
Ela era linda. Delicada. Tinha um cheirinho doce e aconchegante, daqueles que fazem o coração apertar sem motivo. Cheirei seu cabelinho com cuidado e passei o polegar pela sua bochecha rosada. Noah tinha toda razão em ser tão babão. Aquela bebê era simplesmente perfeita.
Me sentei na poltrona que havia perto do berço e comecei a niná-la com movimentos suaves. Olivia me observava com seus grandes olhos azuis atentos, curiosos, quase analisando cada gesto meu. Eles eram claros, intensos… parecidos com os meus. Provavelmente se parecia com a mãe. Sua pequena mão se esticou e acabou segurando uma mecha do meu cabelo, como se tivesse medo de que eu fosse embora.
— Olá, pequena Olivia