Depois de uma noite mal dormida, revirando os lençóis como se o colchão fosse um campo de batalha, acabei desistindo de tentar dormir novamente. O cansaço estava ali, pesado, mas a mente simplesmente não desligava. Levantei ainda antes do despertador, fiz minha higiene matinal quase no automático e me vesti para ir à empresa, tentando ignorar o peso estranho que se instalara no meu peito desde a noite anterior.
Antes de sair, fui direto ao quarto da minha pequena.
Inês já havia deixado a mamadeira de Olivia sobre a cômoda, tudo organizado como sempre. Peguei minha filha com cuidado do berço e me sentei na poltrona ao lado, acomodando-a em meus braços enquanto ela tomava seu café da manhã tranquilamente. Seus olhos azuis me observavam atentos, curiosos, como se tentassem decifrar o mundo ao redor, enquanto suas mãozinhas pequenas tentavam segurar a mamadeira sozinhas.
— Tem alguém que acordou com muita fome hoje.
Sorri, e mesmo com a mamadeira ainda na boca, Olivia respondeu com se