Eu sempre achei que nunca mais ia voltar ali como “Emmy do bairro”.
No máximo, como um fantasma passando rápido de carro, vidros fechados, fingindo que não reconhecia as esquinas. Mas a vida tem esse talento peculiar de me fazer engolir as frases começadas com “nunca”.
Quando o carro do Daniel dobrou na rua de paralelepípedo onde eu passei metade da adolescência, o mundo pareceu dar um zoom estranho. Tudo estava igual e diferente ao mesmo tempo.
As mesmas fachadas cansadas. As mesmas janelas co