Eu achei que quando alguém dissesse “ela tá viva” tudo ia se resolver dentro de mim. Tipo aqueles filmes ruins em que, depois do resgate, toca música, as pessoas se abraçam, o mundo volta a ter cor.
Mas não foi bem assim.
Quando o agente gritou pelo rádio que a Joana tinha sido encontrada, consciente, chamando meu nome e o do pai, alguma coisa em mim soltou. Outra parte agarrou ainda mais forte, com medo de acreditar inteiro.
Daniel apertou meu ombro, firme. Eu fiquei encostada no painel do car