47. Beatrice Moreira
A manhã seguinte trouxe um sol pálido que se esgueirava pelas frestas das cortinas do refúgio. Vittorio já não estava mais ao meu lado quando acordei — apenas o calor residual no lençol e o leve amassado no travesseiro testemunhavam sua passagem. Ele voltara para a mansão antes do amanhecer, para que ninguém desconfiasse.
Levantei-me, vesti as roupas que ele deixara para mim e aguardei. Era a parte mais difícil: esperar. Esperar que ele voltasse. Esperar que o perigo passasse. Esperar para vive