34. Beatrice Moreira
A biblioteca da mansão Grimaldi era meu refúgio preferido. Fileiras intermináveis de livros antigos, cheiro de papel envelhecido e couro, luz suave filtrando-se através das cortinas de linho. Na manhã seguinte ao jantar, precisei desse refúgio mais do que nunca.
Matteo estava com a professora. Francesca tomava café com Vittorio nos jardins — eu vira da janela, a imagem gravada na minha retina como ferida aberta. E eu precisava pensar. Precisava processar as provocações de Salvatore, o olhar de V