POV – Natan
Natan ajustava o relógio no pulso quando entrou na sala de jantar.
O gesto era automático, quase um reflexo condicionado. Sempre fizera isso antes de compromissos que exigiam presença, postura, domínio do ambiente. Ainda assim, naquela noite, nada naquele pequeno ritual era capaz de organizar o caos silencioso que carregava no peito.
Ana estava à mesa.
Kali ocupava a cadeirinha ao lado, com o prato quase vazio e o rosto sujo de banana. Ana limpava a boca da criança com cuidado,