Ana acordou com um som seco vindo de algum ponto da casa.
Não foi alto.
Foi errado.
Ela demorou alguns segundos para entender que não fazia parte do sonho. O silêncio voltou logo depois, espesso demais, como se algo tivesse sido interrompido no meio.
Sentou-se na cama, alerta.
Outro ruído. Vidro contra piso.
Ana levantou devagar. Caminhou pelo quarto sem acender a luz, guiada pelo hábito de não fazer barulho naquela casa. Abriu a porta com cuidado e seguiu pelo corredor principal.