O silêncio dentro do carro não era desconfortável.
Mas também não era comum.
A cidade seguia do lado de fora, iluminada, organizada, indiferente ao que se construía ali dentro. O trajeto até o hotel já era conhecido, automático, algo que normalmente não exigiria atenção.
Mas, naquela noite, Natan não estava acompanhando nada.
Estava recostado no banco, a cabeça levemente inclinada para trás, o olhar perdido por alguns segundos no teto do carro, como se organizasse algo que não cabia mai