O silêncio dentro do carro parecia mais pesado do que o normal.
Ana mantinha o olhar fixo na janela, observando a cidade passar em borrões lentos. Ainda estava cansada. O corpo parecia mais frágil do que ela gostaria de admitir, e a cabeça ainda latejava quando pensava demais.
Ou quando discutia.
Natan permanecia ao lado dela, aparentemente tranquilo, mas o olhar atento denunciava que ele estava observando cada pequena reação.
— Você precisa entender uma coisa — ele disse finalmente.
Ana n