Autorizaram sua entrada pouco depois das cinco.
A UTI neurológica era mais silenciosa do que o restante do hospital, mas não menos intensa. Ali, o silêncio não significava paz, significava vigilância. O som ritmado dos monitores substituía conversas; cada bip era confirmação de estabilidade. O ar carregava o odor limpo e impessoal do antisséptico, como se nada humano pudesse escapar ao controle.
Ele higienizou as mãos sem pressa, vestiu o avental descartável e atravessou a porta de vidro ac