A sala da diretora era silenciosa.
Organizada.
Funcional.
Mas, naquele momento, carregava algo mais denso.
— Infelizmente, você chegou um pouco tarde — disse a diretora, com gentileza contida. — A Lívia não está mais aqui.
Eduardo manteve o olhar firme.
— Ela foi adotada?
— Não. — A mulher balançou a cabeça. — Ela cresceu aqui. E, assim que completou a maioridade, decidiu seguir a própria vida.
Uma pausa.
— Foi morar em uma pensão algumas ruas à frente.
A informação caiu direta.
Exata