25. O Caos Ruivo
“Lucas Sinclair”
Escolhi meu tom mais profissional para ter essa conversa, mas assim que termino de falar, quase me arrependo de ter ido direto ao ponto.
Mas, não há outra maneira. Nunca gostei de rodeios; sempre prefiro resolver as coisas de uma vez.
E isso precisa ser resolvido hoje, antes que eu mude de ideia ou que amanhã a rotina me engula de novo.
Ivy encolhe na cadeira e seus ombros ficam tensos, como se estivesse se preparando para o pior.
Ela não diz nada, só espera.
— Durante essa semana — continuo, mantendo o tom profissional —, observei seu trabalho com o Oliver. Seu desempenho, sua capacidade de lidar com situações… inesperadas.
Ela engole em seco, mas ainda não fala. Os dedos apertam um pouco mais as próprias mãos.
— Você não fala nenhuma outra língua, não tem formação específica — digo, e vejo o rosto dela empalidecer levemente. — E, definitivamente, não seguiu o protocolo apropriado para conseguir essa vaga.
Vejo Ivy abaixar o olhar e, de alguma forma, isso