Eduardo Arruda
O silêncio do quarto foi estraçalhado por um som que eu nunca mais esqueceria. Não era um choro, era um grito visceral, um som que parecia rasgar a garganta de Melina e ecoar pelas paredes de concreto da sede em Zurique.
Ela se sentou na cama com um solavanco, os olhos arregalados, mas vazios de presente. Ela não estava ali, comigo. Ela estava de volta àquela terra vermelha e poeirenta da Nigéria.
— Não! Por favor, papai! — Ela berrava, as mãos subindo à cabeça como se tentasse b