Parte I — VALENTINA / MIRTES
O corredor que levava ao escritório de Paulo Arruda parecia ter quilômetros de comprimento. Cada batida dos meus sapatos no piso de madeira ecoava como uma contagem regressiva. Eu ainda conseguia ver, na minha mente, a imagem do Pedro me entregando o desenho da âncora. O aviso do Abel era claro: o porto estava fechado. Paulo estava com os fones de ouvido ontem à noite. Ele ouviu o Heitor dizer meu verdadeiro nome.
Parei diante da porta dupla. Respirei fundo, tenta