Abel Arruda
O café da manhã foi um exercício de hipocrisia.
A tensão entre Isadora e eu ainda vibrava no ar, uma eletricidade estática que fazia os pelos do meu braço se arrepiarem.
Mas meu foco não estava mais na DR inacabada.
Estava no tablet tático escondido sob a mesa, conectado ao grampo que instalei no celular de Miguel enquanto ele dormia — ou fingia dormir — na noite anterior.
Eu não sou apenas um mercenário de campo; sou um analista.
E meu instinto me dizia que o perigo mais l