O galpão cheirava a óleo diesel e ao medo suado dos homens que meu pai deixou para trás. Santiago fugiu como o rato que sempre foi cruzando a fronteira para o Paraguai e deixando o tabuleiro desordenado. Eles acharam que ficariam sem rumo, mas eu não pedi licença. Eu simplesmente ocupei o vácuo.
— Nossos negócios no Brasil ficaram perigosos e expostos. Vamos tirar o Brasil da rota por enquanto — anunciei, minha voz cortando o burburinho como uma lâmina. — Nosso foco agora é a Europa. Já há san