Ayana Brooks
Eu sempre achei que perdoar era uma espécie de ponto final, como se, depois de dizer “eu te perdoo”, tudo se reorganizasse sozinho. Como se a dor diminuísse, a lembrança perdesse força e deixasse de importar. Mas não é assim. Nunca foi. Perdão não apaga, não limpa e não volta no tempo, ele só muda o lugar da dor. E, às vezes, nem isso muda tanto quanto a gente gostaria.
Eu estava sentada na frente de Malik, com as mãos entrelaçadas no colo, tentando entender tudo o que eu tinha aca