Cinder não sabia quanto tempo passou no chão da biblioteca.
Horas, talvez. Ou apenas minutos que pareciam eternidades.
O livro estava aberto ao seu lado, páginas manchadas com suas lágrimas, as ilustrações médicas cruéis olhando para ele como acusações.
Você pediu isso. Você pediu que ela morresse queimando por dentro.
- Eu não sabia Eu não sabia...
Mas ignorância não era desculpa, era?
Não quando causava tanta dor.
Não quando quase destruía tudo.
Passos suaves ecoaram no corredor.
Cinder se encolheu, não querendo ser encontrado. Não assim. Não quando estava quebrado e sangrando por dentro de formas que nenhum fogo poderia curar.
- Cinder?
A voz de Kael. Gentil. Preocupada.
- Vá embora
Cinder disse, voz rouca de tanto chorar.
-Não posso fazer isso.
-Por favor, papa. Eu só... preciso ficar sozinho.
Kael entrou na biblioteca de qualquer forma.
Parou quando viu Cinder no chão, o livro aberto, as lágrimas.
Seus olhos foram para as páginas visíveis as ilustrações, as estatísticas mortais.