O medo era uma coisa viva dentro de Cinder.
Crescendo. Pulsando. Exigindo liberação.
Papa tinha ampola que podia matá-lo. Mama não conseguia amá-los completamente. Tudo estava quebrando, quebrando, quebrando...
E ele não sabia como consertar.
-Cinder? Você está quente.
Estava mesmo. Cinder podia sentir calor construindo sob suas escamas, no fundo de sua garganta.
O fogo que vinha praticando controlar.
Mas agora não queria ser controlado.
Queria sair
- Preciso... preciso ir ao nosso ninho ele disse, voz tensa.
- Por quê?
- Só preciso. Vem.
Eles correram através dos corredores, Cinder sentindo o fogo crescer a cada passo.
Controle, ele pensou desesperadamente. Preciso de controle.
Mas como ter controle quando tudo estava descontrolado?
Quando papa queria morrer e mama queria fugir e ele queria uma família que nunca poderiam ter?
Chegaram ao tesouro profundo seu lugar seguro, seu refúgio.
E lá, na pilha esquecida no canto:
Os ovos.
que nunca eclodiram. Que ficaram frios e sem vida por