Voltei para dentro do casarão como quem atravessa uma fronteira invisível. A conversa com Leon ecoava dentro da minha cabeça, repetindo-se em fragmentos desconexos: doze anos, o pai, a bebida. Adriano tinha fantasmas demais — e eu começava a entender que alguns deles eram antigos e profundos.
Subi as escadas e entrei no quarto de Cecilia. Sentei-me na beira da cama e passei os dedos de leve pelos cabelos cacheados dela. Cecília se mexeu e abriu os olhos lentamente. Quando me viu, sorriu.
— Bom