Saímos da clínica como se carregássemos o peso do prédio inteiro sobre os ombros. O ar da tarde estava morno, mas eu sentia frio. Talvez fosse o ar-condicionado que ainda parecia preso à minha pele, talvez fosse o meu emocional, a gravidez, ou quem sabe talvez fosse por ver Cecilia naquela situação. Uma criança não merecia ficar internada longe da família.
— Você está com fome? — Adriano perguntou de repente, ainda olhando para frente.
Neguei com a cabeça.
— Um sorvete, então? — insistiu, a voz