O carro parou em frente à minha casa e, por um instante, nenhum de nós se mexeu. A rua estava silenciosa, iluminada apenas pelo poste amarelado da esquina. Eu conseguia ouvir o meu próprio coração, ainda descompassado de tudo o que tínhamos dito na sorveteria.
— Chegamos — Adriano murmurou, como se tivesse medo de quebrar alguma coisa frágil entre nós.
— Chegamos — repeti.
Ele desceu primeiro e deu a volta no carro. Quando abriu a minha porta, aquele gesto me trouxe lembranças. Eu desci devagar