ADRIANO
Deitei-me exausto naquela noite. O corpo doía de um jeito difuso, como se cada músculo tivesse sido usado além do limite, mas o cansaço maior não vinha do físico. Era um peso antigo, conhecido, que eu carregava comigo e que parecia ganhar força sempre que o silêncio chegava.
Apaguei a luz, virei de lado, tentando encontrar uma posição que enganasse o corpo e aquietasse a cabeça. Não consegui pensar em mais nada conscientemente. O sono veio pesado, abrupto, como se eu tivesse sido puxad