Quando Adriano entrou, o cheiro da bebida se espalhou pela casa. Fiquei calada e aproximei-me devagar.
Havia algo frágil nele naquele momento, algo que me fazia querer estender a mão e, ao mesmo tempo, recuar. Seus ombros pareciam carregar mais do que o corpo aguentava.
— Você bebeu — falei, não como acusação, mas como constatação.
Não houve resposta. Adriano ficou parado à minha frente, os olhos perdidos em algum ponto indefinido da casa, o corpo grande oscilando levemente, como se o chão foss