No corredor, logo depois que Adriano encostou a porta do quarto de Cecília e se virou para mim, o silêncio pesou por um segundo apenas. Um segundo longo demais, suficiente para tudo o que eu vinha engolindo há dias subir de uma vez só. Quando ele perguntou, com aquela voz contida e impaciente — “O que foi?” — algo dentro de mim se rompeu. Eu me armei e me preparei. Mesmo assim, procurei falar baixo para não acordar a menina.
— O que foi? — repeti, incrédula, a voz já tremendo. — Eu não sei qual