O táxi mal parou e eu já estava abrindo a porta.
Clara me esperava na entrada do prédio, andando de um lado para o outro com o celular na mão. Quando me viu, parou. O rosto dela mudou na hora, como se tivesse entendido tudo antes mesmo de eu dizer qualquer coisa.
— Elena…
— Não pergunta — pedi, saindo do carro.
Ela fechou a boca, mas os olhos dela perguntaram mesmo assim. Perguntaram por que eu estava pálida, por que minha roupa parecia vestida às pressas, por que eu parecia alguém fugindo