08. O LABIRINTO DO MEDO
capítulo 8: O LABIRINTO DO MEDO
As semanas se passaram como um borrão de tensão e rotina. Todas as noites, pontualmente à meia-noite, a porta de Pérola se abria. Alessandro surgia das sombras, imponente e silencioso, para realizar a fisioterapia. O ritual era sempre o mesmo: o toque firme em sua perna, a eletricidade que percorria o corpo dela e, ao final, aquele beijo forte no pescoço que a deixava sem fôlego, seguido pela frase que já se tornara um mantra sombrio: "Você é minha, Pérola. Só