POV Isadora Ferraz
Tranquei a porta. Encostei na madeira. Respirei como quem tenta lembrar que ainda tem pulmões.
A briga ainda latejava no corpo. O braço doía. Mas não tanto quanto a alma.
Me despi ali mesmo, jogando o casaco no chão como se fosse armadura vencida. Vesti uma blusa larga, sentei no canto do quarto e peguei o notebook de dentro da mochila escondida no fundo do armário.
Nem acendi a luz.
A tela brilhou azul. O documento abriu.
O cursor piscava como um alerta cardíaco.
Como se pe