Pov Heitor Montenegro
O ar frio da noite cortava meu rosto enquanto eu abria a porta de casa, cada movimento um lembrete do estrago que Dante Harrison tinha deixado.
O gosto de sangue ainda estava na minha boca. Minha mandíbula latejava, o maxilar parecia ter se soltado do resto do corpo. Cada respiração doía, não só por fora, mas por dentro também.
O corredor estava silencioso, só o som do relógio antigo da sala marcando o tempo. E então, como um trovão vindo do nada, ouvi a voz dela.
— Meu