Pov Leyla Montenegro
O resto da manhã foi uma prisão feita de porcelana e silêncio.
Depois que Célia terminou o café, ela subiu para o escritório, deixando-me sozinha à mesa, com a xícara ainda cheia e o olhar perdido no nada. O relógio da parede marcava cada segundo como um lembrete cruel do tempo que não passava.
Heitor não desceu. Nenhum barulho no corredor. Nenhum passo, nenhuma voz. Só o som distante de pássaros lá fora, indiferentes a tudo que me corroía por dentro.
Levantei-me devag