POV Heitor Montenegro
O gelo tilintava no copo, dissolvendo-se lentamente no whisky que eu girava entre os dedos.
O relógio marcava quase duas da manhã, e o silêncio da mansão Montenegro era cortado apenas pelo som baixo da televisão ligada na sala.
Eu não deveria estar ali. Deveria estar dormindo, tentando esquecer o dia infernal que tinha tido, as cobranças, os números da empresa, os sorrisos falsos de reuniões intermináveis. Mas o sono parecia um luxo que já não me pertencia.
A notícia veio