Capítulo 128 — Eu estava de volta por Isadora.
POV Heitor Montenegro
Havia algo quase doentio no prazer de imaginar a expressão de Isadora quando abrisse a caixa.
Eu a via em minha mente com a nitidez de quem ainda a observava todos os dias: as mãos delicadas tremendo, os olhos marejados ao reconhecer a caligrafia, a respiração presa diante de uma lembrança que jamais conseguiu apagar.
O Morro dos Ventos Uivantes. Nosso livro. Nosso pacto de paixão e tragédia. Eu sabia que ela se lembraria da dedicatória, da noite em que a escrevi sob a luz