Mais Uma Chance

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Beatrice Ramos  En proceso
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Resumen
Índice

Dorotéia Arrais é mulher independente. Dona de si e uma personalidade forte, não leva desaforos para casa e sempre tem uma boa resposta cheia de sarcasmo. Na posição de supermulher, Dorotéia levou o patrimônio familiar ao topo, e mesmo sendo a pessoa menos desejada da família, Doti, como gosta de ser chamada, cativa a todos, até mesmo o atrevido e arrogante João Paulo Dantas. Advogado bem visto no meio social, João coleciona mulheres, mas no fundo, sabe que precisa de um porto seguro. Um encontro desastroso é suficiente para que João seja arrebatado pela beleza, espontaneidade e língua afiada de Dorotéia. Movido pelo desafio de tê-la, ele fará de tudo para que seu desejo seja realizado. Mas armadilhas do destino poderá fazê-lo perder a mulher que quer não só em sua cama, mas para sempre ao seu lado. Uma mulher forte e, ao mesmo tempo sensível. Um amor que nasce despretensiosamente. Um casal que terá tudo contra eles, mas, ainda assim, permanecem lutando.

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47 chapters
Capítulo 1
Dorotéia   Espreguiço-me na cama e a maciez dela é um apelo para que eu permaneça mais um pouco. Infelizmente, dormir até tarde não está em meus planos. Não hoje. Passo a mão na minha cabeleira desgrenhada tentando me lembrar quando foi a última vez que fui ao cabeleireiro. E isso deve-se ao fato de que o professional hair — como Tadeu gosta de ser chamado —, ter uma fixação pelo meu cabelo que não passa do meio das costas. O único pretexto que ainda me faz frequentar seu estabelecimento, é que além se ser um ótimo profissional na área da beleza, eu sou uma “nada humilde” investidora que apostou nos produtos naturais e manipulados que aquele gato afeminado de roupas extravagantes faz. Uma pena ele gostar da mesma fruta que eu. Pena mesmo. Uma das coisas que pensei naquela festa que ele também estava, era que nós dois terminaríamos a noite se comendo por alguma parede da boate, em um motel ou na casa dele.
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Capítulo 2
João Paulo Viver na maior capital do país é uma maravilha.Muitas mulheres, agitação, oportunidades e abundância. No entanto, tudo tem seu preço. São Paulo dá oportunidades a alguns, tira de outros, e ainda tem os que não se esforçam para fazer sua vida acontecer.Com tanta movimentação na maior cidade do país, o tráfego de automóveis continua em sua frequência lenta e passiva. Hoje, de acordo com as estimativas que o radialista faz questão de noticiar a cada quinze minutos através do sistema de som do carro, o engarrafamento chegará a dez quilômetros. Não deveria me importar se fosse um dia qualquer, todavia, é impossível não ficar entediado quando se tem uma reunião importante e o trânsito não ajuda em nada.Através do
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Capítulo 3
Dorotéia   Hoje o dia está corrido — como sempre nos últimos três meses. Olho o relógio pela centésima vez e percebo que está na hora de ir. Uma das minhas peculiaridades é acordar cedo. Razão, pela qual, Fabi me chama de “galinha velha” quando está irritada. Mas, ao contrário do que ela pensa ser só uma mania besta, esse é o horário que vejo o mais belo espetáculo da mãe natureza. Hábito que aprendi com meu avô — que Deus o tenha em paz. O nascer do Sol é a prova viva que nós, meros mortais, podemos e precisamos começar de novo. Nos dar uma segunda chance, não só a nós mesmos, mas ao próximo também. Parece sentimental até para mim, porém, no fundo, todos sabem que sou assim. Uma fortaleza por fora e manteiga derretida por dentro. Respiro fundo ao sair do meu estado contemplativo. Visto uma roupa que Fabi escolheu quando fomos às compras, após muita insistência dela. Devo confessar que ela fez um bom trabalho na escolha de vária
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Capítulo 4
João Paulo   Para o bem da minha própria sanidade, a senhorita casca-grossa sai pisando duro, balançando a bunda grande e empinada que busca espaço dentro do macacão que, notavelmente, não é seu número. Inclino para trás, vendo-a rebolando e solto um gemido ajustando a virilha. — O senhor está bem? — alguém pergunta. Solto lentamente o ar que preenche meus pulmões. De uma hora para outra, ele havia se tornado rarefeito e quente. Não sei o que fazer, se continuo a olhar o gingado do quadril largo e perfeito da senhorita língua afiada, ou entro de uma vez no elevador que se tornou pouco interessante agora. Nunca havia me divertido tanto em provocar uma mulher brava, mas essa me deu vontade de instigá-la mais um pouquinho. Tirar seu prumo. Me fez até esquecer da outra gostosa da moto. Não me passou despercebido que suas feições mostravam o quanto estava excitada. Porra! — Sim,
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Capítulo 5
Dorotéia   Já são duas da tarde e ainda não almocei. Minha barriga ronca só em imaginar uma bela refeição, no entanto, a imagem da comida fantasiosa se desfaz quando a porta se abre e meu irmão passa por ela com uma expressão nada boa depois de... uma semana!? — O que você acha que está fazendo, Dorotéia? — Ele puxa a cadeira em frente da mesa e se senta logo em seguida. Paro a análise das projeções de vendas dos últimos meses e o encaro. — Se você disser ao que se refere, eu poderia responder — falo, cruzando as pernas por baixo da mesa e encosto em minha poltrona macia. Embora me faça de tonta, sei perfeitamente que ela se refere ao fato de eu ter barrado novamente a entrada de seu amigo preconceituoso do outro dia. Ele balança a cabeça negativamente e sorri, daquele jeito incrédulo, o jeito que só ele sabe. Ao mesmo tempo, me encara com os olhos quase iguais aos meus. — Por que você vei
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Capitulo 6
João Paulo   Faz duas semanas que eu trabalho na Arrais e que a senhorita língua afiada me “humilhou publicamente”. Sem drama, não foi bem uma humilhação já que estávamos apenas nós três e aquilo tudo foi só um showzinho daquela diaba em forma de gente. Apenas uma forma dela mostrar quem manda na porra toda, o que não deixa de ser mortificante ter minha capacidade profissional posta em xeque. Logo eu, o cara que embora sempre tive tudo do bom e do melhor, nunca permaneci de braços cruzados aguardando algum milagre extraordinário acontecer. Ainda na adolescência, procurei me ocupar com alguma coisa que me trouxesse benefícios, nesse caso, contatos, dinheiro e principalmente experiência. Vê-la chegar no escritório e saber que ela é a irmã do meu amigo Henrique, foi uma tremenda surpresa. Mas nada poderia ter me preparado para o que veio a seguir. Depois que entrou, Dorotéia manteve-se firme em me deixar praticament
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Capítulo 7
Dorotéia   As semanas passaram como um borrão. Sempre as mesmas coisas. Levantar, brigar com a Fabi, ir à oficina e passar na Arrais, voltar para casa e sonhar que estou sendo fodida pelo babaca Dantas. Não consegui parar de pensar em seus olhos selvagens, na sua pegada e no modo que me domou com seu jeito de macho alfa. É vergonhoso, eu sei! No entanto, tenho que admitir que acordei algumas noites com a calcinha molhada, resultado da excitação exacerbada que sinto quando sonho com aquele infeliz. Faz um tempo que não sinto o toque e o peso de um homem sobre mim. Bem, tem o Fábio, mas ultimamente, trocamos alguns beijinhos, nada com tanta importância. O sexo com ele se tornou desinteressante... sem sal. Por isso mesmo que estou com um mau humor do cão. E para aumentar a sensação de obscuridade que se abateu sobre mim há alguns dias, hoje é meu aniversário de trinta e três anos. Data que muitos usam para c
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Capítulo 8
Dorotéia   Eu devo ter xingado ou jogado pedra na cruz! Chego nessa bendita festa e já encontro Maribel com a falsidade dela, meu pai com a demência dele e por fim, o babaca Dantas acompanhado. Essa perturbação que não me deixa desde que o vi com aquela loira aguada agarrada no seu braço. “— Deveria ser eu.” — Essa vozinha chata insiste em pôr palavras onde elas não existem. Além do mais, tem mais urubus esperando pacientemente que ele as note. Uma delas ficava trocando de pé em cima de um salto alto o suficiente para escalar um prédio de 10 andares, o vestido platinado não cobria os peitos plastificados ou as pernas cumpridas. Sigo em direção ao banheiro. Meu pensamento está tão distante que converso comigo mesmo. — Não sei o que dá nessas mulheres ciumentas. Nossa! Elas veem coisas onde não existem, idealizam relacionamentos e até mesmo põe defeitos nas outras. — Dou uma risada nervosa s
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Capítulo 9
Doroteia   Não sei por que demoro tanto para entender o que essa tal Renata diz. Ou, talvez, só não queira acreditar que o babaca Dantas esteja noivo dessa pessoa que, definitivamente, nunca vi na feira vendendo banana. Demoro ainda mais para notar que a dita cuja avança sobre mim, berrando descontrolada. — Sua vagabunda! Eu vou acabar com você. Ela se aproxima com a mão levantada para me acertar um tapa — e pela velocidade, não doeria pouco — Por sorte, seguro em seu pulso a poucos centímetros de meu rosto. Fitamo-nos por quinze, vinte ou mais segundos, não sei dizer, cada uma decorando bem os detalhes da outra. Seus traços são tão angelicais que eu poderia jurar que ela seria um ser celestial se não fosse por seus olhos verdes transmitindo um misto de raiva e loucura. — Escute aqui, garota. Eu não sei quem é você, de onde você veio ou o que quer comigo, mas uma coisa te garanto, se você
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Capítulo 10
Dorotéia   Sentada na minha sala escura, tento manter os olhos abertos fitando o reflexo da garrafa de vinho barato que não sei onde achei. Busco na mente o que aconteceu depois que saí da casa do meu pai, e depois de mais um gole tomado diretamente da garrafa de vinho, ponho-me a filosofar mentalmente. “É incrível como as coisas que mais queremos esquecer, são as que insistem em bater na porta das lembranças”. É nesse nível de fossa que estou todas as vezes que a imagem do João carregando Renata se repete bem vívidas em minha memória, incontáveis vezes. Ela é linda! Não há por que negar isso. Alta, loira e de olhos verdes. O que mais ela pode querer? “— O cretino Dantas, ‘oras’!” — A vozinha interior que até então estava adormecida me responde com um toque de sarcasmo. Aquela loira aguada é perfeita para ele. Parecem um casal desses de comercial de margarina. — Suspiro alto sorrindo desse
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