A dor trouxe Alessandro de volta antes que a escuridão pudesse engoli-lo por completo. Um latejar quente e insistente no ombro direito. O cheiro metálico do próprio sangue. O peso de um corpo pequeno e tenso sob o dele. E uma voz baixa, firme, quase irritada, murmurando palavrões em italiano enquanto mãos apertavam um tecido contra a ferida. Ele abriu os olhos com esforço. A visão ainda oscilava, mas conseguiu focar no rosto da mulher que o segurava. Cabelo castanho-escuro, quase preto, preso de qualquer maneira num coque desfeito que agora soltava mechas grudadas na testa suada. Olhos castanhos profundos, da cor de café forte, arregalados pela adrenalina, mas sem o pânico histérico que ele esperava de uma civil. Lábios cheios, apertados numa linha de concentração. Pele clara, agora manchada de vermelho, onde o sangue dele escorreu pelo decote do vestido preto. Havia uma pequena cicatriz fina logo abaixo da clavícula esquerda, quase invisível. E um anel antigo, de ouro desgastado, no
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